Entrevista a Gustavo Hana, Sócio-diretor da empresa Gh-Fly

12 fev 20121 Comentário

Esta semana entrevisto a Gustavo Hana. Gustavo Hana é formado em TI, pós-graduado em Planejamento e Gestão de Negócio, aluno do MBA Executivo em Gestão Empresarial e com diversos cursos de negócios e vendas. Atualmente é sócio-diretor da empresa GhFLy. Foi ganhador do Prêmio Ozires Silva de Empreendedorismo, prêmio cujo objetivo é identificar e premiar os melhores projetos nas áreas de empreendedorismo e sustentabilidade do Brasil que contribuam para o desenvolvimento da sociedade.

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O que, em sua opinião, diferencia a um empreendedor do resto das pessoas?

Basicamente o modo de pensar e agir. Pessoas com perfil empreendedor não pensam de forma tradicional, seguindo regras e costumes da sociedade. Sempre tendem a querer ver mais longe, fazer algo “maior”, construir alguma coisa, serem donos de suas vidas e estar no comando de seu destino.

Também acredito que as pessoas empreendedoras têm maior autoconfiança aliada a uma capacidade de aprendizagem autodidata e bastante destemida. O empreendedor torna coisas complexas, simples, enquanto o restante continua achando o complexo, muito complexo e difícil.

Que ÚNICA coisa acredita estar na base do seu sucesso? Por quê?

O que é ter sucesso? Acho que este termo vem sendo extremamente mal utilizado. Creio que temos que separar muito bem o sucesso pessoal do sucesso da empresa. Podemos dizer que uma empresa tem sucesso quando ela está atingindo os objetivos propostos, é lucrativa, se relaciona bem com os stakeholders, etc.

Mas quando uma pessoa tem sucesso? Há milhares de livros, palestras, cursos explorando a ideia de “como ter sucesso”, isso vende muito. Não acredito nisso. Para mim sucesso é um sentimento pessoal e interior, ou seja, é conquistar nossos objetivos e anseios pessoais. Algumas pessoas optam por uma vida mais tranqüila, livre de problemas e com menos desafios e isso não quer dizer que elas não tenham sucesso. Outras pessoas, a vista da sociedade, são extremamente bem sucedidas, mas ainda estão em buscar de seu sucesso interior. Eu ainda estou muito longe de alcançar o meu sucesso.

Qual é o grande conselho que você daria a você mesmo quando tinha 20 anos?

Quando eu tinha 20 anos já era empresário. Já tinha deixado para trás um projeto que hoje vejo que andava muito bem e tinha muito futuro, mas naquela época eu pensava que “não dava dinheiro”. Cometi um erro que muitos cometem: buscar o dinheiro de forma incansável. Na minha opinião focar no dinheiro é o maior erro que um empreendedor que está iniciando pode cometer. Sem dúvida alguma é fundamental ter consciência de que dinheiro é importante, que a empresa precisa de caixa para caminhar, mas o foco deve ser no negócio, em construir algo valioso e não encher o próprio bolso de dinheiro. Se eu pudesse dar um conselho pra mim mesmo, aos 20 anos, seria: não foque no dinheiro, foque em construir um negócio que gere valor e seja muito bom nisso. O dinheiro é a cereja do bolo, vem com o tempo e como forma de retribuição de um bom trabalho.

Como você planeja ensinar o que você aprendeu aos seus filhos?

Quem ensina é a vida. Eu tinha um enorme preconceito com quem dizia isso, achava arcaico, soava prepotente, hoje tenho uma opinião um pouco diferente. A educação é fundamental e indispensável principalmente para desenvolver um senso crítico e conhecimentos gerais sobre a vida, sobre o mundo. Mas o processo de aprendizado é bem mais profundo que isso. A melhor forma de se aprender algo é praticando e sofrendo os problemas do dia-a-dia.

Você tem alguém em quem se espelhou, alguém que tomou como referencia ou modelo? Por quê?

Desde cedo sempre admirei pessoas, esta característica sempre me acompanhou. Desde criança eu sempre gostei de observar pessoas mais velhas, escutar suas histórias e tentar entender como trilharam seu caminho. Quando mais adolescente essa minha curiosidade e interesse pelos outros aumentou ainda mais.  Obviamente admiro pessoas reconhecidas, que construíram um império, etc. Mas pra mim a maior lição está em pessoas desconhecidas, que conseguiram lidar com grandes problemas, vencê-los e continuar caminhando.

Alguma vez pensou em desistir? Por quê? O que fez você continuar

Se você nunca pensou em desistir talvez seu desafio não seja grande o bastante para você. Desistir faz parte do processo de construir algo que lhe exija muita dedicação e sempre, um grau de incerteza.

O que me faz continuar é acreditar que não sou nada. Vim pra esse mundo sem nada e daqui não levo nada. Minha existência é insignificante, como praticamente a de todos. A única coisa que tenho como certo é que quero transformar este passeio pela vida o mais proveitoso possível, para mim e para os outros. Quero construir algo que eu posso me orgulhar muito quando estiver deixando esta vida. Quero deixar algo para trás, um legado, uma história, mesmo que singela. Eu continuo e sempre vou continuar porque acredito em mim, este é o principal.

Um dos desafios do empreendedor é enfrentar a opinião dos outros. Se você pensa “fora da caixa” dificilmente seus amigos, pais, familiares vão lhe entender, justamente porque seu pensamento é diferente. Se você está convencido de que é isso que quer para você, de que essa é a missão para sua vida, faça acontecer e esqueça o resto.

Comentários

1 Comentário

  1. Claudio Machado

    Muito boa entrevista.

    Responder

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